20 julho, 2010

Paraquedista faz último salto aos 89 anos

 

Logo após a meia-noite de 5 de junho de 1944, no começo do Dia-D, Jim Martin, um paraquedista norte-americano de 23 anos, fez seu primeiro salto de combate em meio ao fogo inimigo.

Ele e seus colegas do 506º Regimento de Infantaria Paraquedista da 101ª Divisão Aerotransportada, foram lançados atrás das linhas alemãs de um transportador C-47. Martin já tinha feito 17 saltos de treinamento antes fazer o primeiro de seus dois saltos de combate durante a guerra.

Às 10h da manhã de 11 de julho de 2010, Martin, ainda vigoroso aos 89 anos de idade, fez o que chamou de seu último salto de paraquedas, cercado por cerca de 30 familiares e amigos. Saltando de um pequeno Beech 18 branco, ele saltou de 3.800 metros sobre o aeroporto do Condado de Greene, Ohio.

Ao ser perguntado sobre o salto foi diferente daquele da Normandia, ele disse: “Ninguém atirou em mim. Foi muito mais divertido do que ter traçantes passando por todo lado”.

Como o último salto esportivo de Martin aconteceu há 30 anos atrás, foi necessário que ele saltasse junto com um instrutor, Bob Tyson, um experiente paraquedista de Columbus, Ohio.

Martin não demonstrou medo antes do salto, dizendo que se o paraquedas falhasse, os fotógrafos deveriam continuar a registrar o momento para mostrar a realidade. Após o salto ele admitiu: “Eu achei que ia ter problemas na hora de saltar, mas logo que ele disse pra ir, eu fui”.
Foi o pouso mais suave que já fiz”, disse após uma queda livre e sete minutos planando no ar.

Como paraquedista militar, Martin saltou do C-47 sobre a Normandia preso a uma linha estática que puxava a corda do paraquedas. Ele e seus colegas estavam sobrecarregados com até 60 quilos de munição, morteiros, rações e um rifle M-1. Sua missão de três dias que era capturar as pontes da região para que os alemães não pudessem transportar veículos blindados para as praias, acabou durando 33 dias.

Seu segundo salto de combate foi em 17 de setembro de 1944, na Holanda. De lá, eles foram levados em caminhões para a Batalha das Ardenas em Bastogne, na Bélgica, e então para o Ninho da Águia em Berchtesgarden, na Alemanha. Seu batalhão também ajudou na liberação de um campo de concentração. Ele foi condecorado com a Bronze Star e o Purple Heart.

Agora aposentado, Martin trabalhou na Comissão de Zoneamento de Sugarcreek após a guerra. Ele e a esposa Donna, que trabalhou na Base Aérea Wright Patterson durante a guerra, construíram sua própria casa em madeira, numa área arborizada.
Sempre mantendo suas opções em aberto, as últimas palavras de Martin para a multidão no aeroporto foram: “Vou fazer isso de novo quando completar 100!

Fonte: Dayton Daily News, 13 de julho de 2010.


1 comentários:

Maria Mcclain disse...

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