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01 julho, 2010

Georg Patton, o senhor da guerra

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Polêmico, extravagante, patriota e anticomunista ferrenho, o general norte-americano George Smith Patton (1885-1945) foi um dos personagens mais extraordinários da Segunda Guerra Mundial. No comando do 3º Exército dos Estados Unidos, ganhou notoriedade por cruzar a Europa a uma velocidade espantosa, percorrendo 2 mil quilômetros e reconquistando 200 mil quilômetros quadrados de território. Seus homens libertaram cerca de 12 mil cidades e povoados, fizeram 1,2 milhão de prisioneiros, deixaram 386 mil feridos e mais de 144 mil soldados mortos.

Patton era odiado e amado na mesma proporção por seus comandados. Certa vez, esbofeteou um soldado que chorava num hospital militar, após a tomada de Palermo. “Você é um covarde. Não vou permitir que um safado poltrão chore na frente de outros feridos. Mandem-no para o front”, esbravejou o “bode velho”, como também era conhecido o general.

Uma atitude grosseira, que parecia não combinar com um homem casado, duas filhas, que tratava seu bull terrier Willie com desmedido carinho, falava francês, compunha poesias, gostava de desenhar seus uniformes e portava uma pistola Colt 45 com cabo revestido de marfim e suas iniciais gravadas em preto. Mais extravagante que isso só o fato de acreditar em reencarnação. Patton jurava ter lutado em Tróia, engrossado as legiões romanas de Júlio César contra Átila e participado das guerras napoleônicas. “Ele era um militar personalista, rebelde e talentoso, que virou mito no Pós-Guerra”, afirma Carlos Eduardo Riberi Lobo, professor de Relações Internacionais do Centro Universitário Assunção – Unifai.

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Por conta de sua incrível capacidade de liderança e domínio da artilharia motorizada, Patton experimentou ascensão meteórica no Exército. Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra, em 1941, o general Dwight Eisenhower, ex-companheiro dos tempos de caserna e comandante supremo dos aliados, convocou-o imediatamente. Não se arrependeu. Em novembro de 1942, sob a liderança do estreante Patton, o Marrocos, a Argélia e boa parte da Tunísia foram libertados – o general alemão Erwin Rommel e seu famoso agrupamento de tanques Afrikakorps ficaram encurralados na capital, Túnis.

Como ressalta Antonio Pedro Tota, professor de História Contemporânea da PUC-SP, o 3º Exército dirigido por Patton tornou-se referência militar. “Foi o mais longe, o mais rápido e combateu mais divisões em menos tempo que qualquer outro exército na história dos Estados Unidos.”

No sul da Itália, Patton escancarou sua rivalidade com o general britânico Bernard Montgomery (1887-1976), um dos aliados com quem mantinha inequívoca disputa. O outro adversário era o então vice-comandante americano Omar Bradley (1893-1981), que o ultrapassou na cadeia de comando graças, sobretudo, ao caso do bofetão, mencionado anteriormente. Foi para ele que Patton perdeu a direção da Operação Overlord, o desembarque aliado na Normandia (1944), na França, a maior invasão marítima da história, com quase 3 milhões de soldados.

Na Sicília, Patton recebeu ordens superiores para defender os flancos de Montgomery, que encontrara inesperada resistência ao tentar encurralar o inimigo e precisava de auxílio. O papel de coadjuvante não foi bem digerido. Simulando problemas na transmissão, o general americano seguiu sua estratégia e conseguiu resgatar o restante da ilha, chegando à frente do rival. A Operação Husky foi a maior batalha de blindados de todos os tempos, e levou à prisão de Mussolini e ao fim do regime fascista na Itália.

Com o fim da guerra, Patton foi designado para um posto administrativo na Baviera. Três meses depois de sair da ativa, em dezembro de 1945, um tanque sem freios esmagou seu veículo, num acidente tido por muitos como suspeito. “Alguns estudiosos levantam a hipótese de que a Máfia estava por trás, mas isso nunca foi provado”, diz o professor Lobo. Gravemente ferido, morreu em 21 de dezembro e foi enterrado em Luxemburgo, ao lado dos combatentes mortos na batalha de Ardenas. Até hoje, é o único general americano sepultado fora de sua terra natal.

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Com a palavra, George Patton

“Quando eu quero que meus homens se lembrem de alguma coisa muito importante, capricho nos palavrões. Pode não soar bem entre um bando de velhinhas, mas ajuda meus soldados.”

“Nunca aceite seus medos como conselheiros”

“O objetivo da guerra não é morrer pelo seu país. É fazer o idiota do outro lado morrer pelo dele.”

“Nunca diga às pessoas como fazer as coisas. Diga-lhes o que deve ser feito e elas o surpreenderão com sua engenhosidade.”

“O que é sucesso? É aquele impulso com que você pula depois que bateu no fundo.”

14 outubro, 2009

Erwin Johannes Eugen Rommel

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Nome: Erwin Johannes Eugen Rommel
Nacionalidade alemão
Apelido: Raposa do Deserto
Lugar de nascimento: Heidenheim, 15 de Novembro de 1891
Lugar de morte: Herrlingen, 14 de Outubro de 1944 
Grau: Generalfeldmarschall
Tempo de Serviço 1910-1944
Unidades 7ª Divisão Panzer, Afrika Korps,Heeresgruppe Afrika, Heeresgruppe B

Biografia

Erwin Johannes Eugen Rommel, nasceu a 15 de Novembro de 1891 em Heidenheim an der Brenz próximo de Ulmen Wurtemberg, Alemanha. A província em que nasceu chamava-se Llamada Suabia, uma terra, berço de guerreiros que pareciam viver só para alcançar glórias militares. O seu pai era professor e a sua mãe Helena von Luz era filha do presidente do governo de Wurtemberg.
Apesar de pretender ser engenheiro, aos 18 anos ingressou no exército, sendo aceite como aspirante a cadete no 124º Regimento de Wurtemberg. Em 1911 apresentou-se na Escola de Guerra de Danzig onde ingressou com o grau de Alferes em 1912.
A 2 de Agosto de 1914, o seu regimento foi convocado para a guerra. Em Setembro foi condecorado por ter morto com uma baioneta três soldados franceses ao ter-se encontrado sem qualquer munição. Ficou ferido numa das pernas, tendo sido o primeiro ferimento de guerra. Ao regressar à frente, em Setembro/Outubro de 1915 tornou-se merecedor da Cruz de Ferro de Primeira Classe pela bravura em combate demonstrada durante as ações em Argonne.
Em Maio de 1917 foi transferido para a frente Oeste e participou nos ataques de Monte Cosna e Caporetto onde obteve a Ordem de Mérito, tendo passado a ser considerado Capitão. Em 1918 foi transferido para o seu antigo regimento em Weingarten e em 1919 é transferido para Friedrichshafen para comandar a companhia de segurança interna.

Segunda Guerra Mundial

Dez anos depois, em 1929 ocupa o cargo de instrutor de infantaria na Escola Militar de Dresde. Publica o seu primeiro livro intitulado “Ataques de Infantaria” (Infanterie Greiftan), baseado nas suas experiências da Primeira Grande Guerra.
Em Outubro de 1933 passa a ser major e é enviado a Goslar onde passa a comandar uma unidade de montanha. Conhece Adolf Hitler em 1934, o qual Erwin pensa que possa ser o homem que consiga tirar a Alemanha da situação em que se encontrava. Não sendo um político, não se interessa pelo Nacional Socialismo, mas Hitler chega a ter um grande afeto por ele.
Em 1938 é promovido a Tenente Coronel e é-lhe atribuído o cargo de professor na Academia de Guerra de Postdam. Em Agosto de 1939 (vésperas do início da guerra com o ataque à Polônia), Rommel, que era o comandante da Academia de Guerra de Wiener Neustadt, é chamado por Hitler para permanecer no seu quartel-general durante as operações. Passa a ser Major General e comandante do Corpo de Guarda de Adolf Hitler durante a campanha.
Depois da campanha na Polônia, Hitler pergunta a Erwin Rommel o que é que este desejava fazer, tendo este solicitado o comando de uma divisão Panzer. Consequentemente, a 15 de Fevereiro de 1940, apesar de não ter a experiência no comando de blindados, torna-se comandante da 7ª Divisão Panzer que forma o XV Corpo Panzer, sob as ordens do general Hoth. Com isto, participou na invasão de França que começa a 10 de Maio de 1940.

Campanha de França

Durante a Campanha de França, Rommel captura Dinant e chega a Philipville sem resistência a 12 e 15 de Maio, respectivamente. Uma das tentativas de conter as forças de Guderian, ocorreu a 21 de Maio em Arras, no momento em que 74 carros e 3 batalhões de infantaria britânicos tentavam alcançar a 8ª Divisão Panzer. Os militares ingleses foram, então, interceptados pelo pela 7ª Divisão Panzer de Rommel, que arruinou o ataque com a ajuda dos Stukas e do canhão antiaéreo 88, que foi utilizado pela primeira vez como arma anti-tanque com grande êxito.
Posteriormente, quando as forças alemãs lançam o ataque ao interior de França, Rommel avança desde Abeville, alcançando Rouen a 10 de Junho e tendo conquistado Cherburgo no dia 19. A 26 de Maio é condecorado com a Cruz de Cavaleiro .

Rommel caracterizou-se por marchar sempre à frente das suas tropas, especialmente nos pontos onde se falava de uma maior resistência por parte do inimigo. Aluno destacado do criador da Blitzkrieg (general Guderian), chegou a aperfeiçoar os movimentos das forças Panzer, em relação à velocidade e à grande coragem, tentando em todos os movimentos de ultrapassar o inimigo.
A 7ª Divisão Panzer chegou a ser chamada Divisão Fantasma, uma vez que, em muitas ocasiões, nem o Alto Comando Alemão nem o Estado Maior de Rommel sabiam onde se encontrava o seu comandante, sendo que o seu êxito consistia na velocidade de penetração no terreno e em estar sempre à frente das suas tropas, existindo ocasiões em que desligava o equipamento rádio para não ser incomodado.

Afrika Korps

Depois da Campanha de França, dedica-se a escrever o seu diário onde descreve os acontecimentos desde Maio até Junho de 1940. Em Janeiro de 1941, passa a ser Tenente General e é transferido para Berlim. A 6 de Fevereiro, recebe o comando dos Afrika Korps com o objetivo de preparar esta força para apoiar Itália na sua campanha contra os ingleses. As suas ordens foram a de irem a 12 de Fevereiro para Trípoli.
A 14 de Fevereiro de 1941, Rommel já instalado em Trípoli com a 5ª Divisão Panzer Ligeira (5ª Leichte), à qual se uniu em Maio a 15ª Divisão Panzer. A 24 de Fevereiro encontra-se pela primeira vez com os ingleses na El Aghelia e a 31 de Março lança um ataque bem sucedido sobre as posições britânicas em Mersa Brega, utilizando as tácticas da Blitzkrieg aperfeiçoadas em França. Empurra os britânicos, avançando deste Trípoli Tania e lançando-se contra a Líbia em Cirenaica, sendo que estava a tentar capturar Bengazi.
A 15 de Abril de 1941, encontra-se em Bardia-Solum e marcha até oeste do Egipto. Os ingleses são obrigados a atrincheirar-se em Tobruk. Nesses meses passou a ser conhecido pela Raposa do Deserto, pela forma astuta como encarava os combates. Desejando obter resultados que pareciam impossíveis de serem alcançados.
A 21 de Janeiro de 1942 são concedidas as Espadas à sua Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e no dia 30 passa a ser Coronel General. Mais tarde, a 21 de Junho de 1942, passa a Marechal de Campo, com 50 anos de idade, sendo o marechal mais jovem da história da Alemanha. Em Agosto de 1941, os Afrika Korps são reorganizados e formado como os Afrika Panzer Gruppen. Rommel é colocado no comando de todas as forças do norte de África que incluem cinco divisões italianas. Uma das suas tácticas foi a de cobrir com lona os canhões de 88 e colocá-los em forma de U, fazendo com que parecessem dunas de areia. Assim sendo, sempre que lançava ataques com os tanques ligeiros, retrocediam até essas posições em U. Tal movimento fazia com que os blindados ingleses ficassem à mercê dos canhões 88.

Descalabro no Norte de África

A 5ª Divisão Ligeira foi renomeada 21ª Divisão Panzer e Rommel recebeu a 90ª Divisão Ligeira. Na realidade nunca obteve os reforços que solicitava. Em Outubro começou a planear uma nova ofensiva e reforçou as posições até Novembro de 1941.
Na noite de 17 de Novembro de 1941 um comando inglês entra no acampamento do Quartel General de Rommel, com o objetivo de assassiná-lo, no entanto, este não se encontrava aí. A 18 de Novembro de 1941, os ingleses iniciam a ofensiva Crusader, e Rommel é obrigado a retirar-se até El Aghelia na Líbia. Em Janeiro de 1942 Rommel reinicia a sua ofensiva e obriga os ingleses a retirar-se até à linha de Gazala.
Rommel ordena prender troncos e ramos de árvore aos tanques ligeiros italianos que marcham à frente contra os ingleses. Os ingleses pensaram que se tratava de um ataque frontal com todas as forças alemães e optaram por retirar-se na direção errada. Rommel, de imediato, ataca com a Divisão Panzer desde o outro lado, destruindo as forças britânicas.
No final de Janeiro lança uma nova ofensiva, recapturando Benzagi e força os britânicos a retroceder até à Linha Gazala. Em Fevereiro consolida as posições defensivas. A 26 de Maio inicia uma nova ofensiva que termina com a captura de Tobruk a 21 de Junho. No dia 30 alcança Marsa Matruh e estabelece linhas defensivas em El Alamein a 96 Km de Alexandria e a um passo do Cairo.
Nessa altura, as forças do Grupo Afrika estão dizimadas. Apenas restam 50 tanques e as suas provisões dependem da capturas feitas ao inimigo. Apesar dos seus vários pedidos, não consegue receber equipamento suficiente devido à crescente necessidade dos mesmos na Frente Leste. Contudo, reinicia a ofensiva fazendo com que os ingleses retrocedam desde a linha defensiva de El Alamein e chega a Alam Halfa, apesar de se ver obrigado a retroceder até as suas linhas de partida em El Alamein devido ao esgotamento de recursos.
Com os problemas de saúde em Outubro, viajam para a Alemanha. No entanto, com a contra-ofensiva britânica, Rommel regressa ao seu Quartel General a 25 de Outubro. Sem ter como fazer parar os ingleses, abandona El Alamein e retrocede. Os ingleses recapturam Tobruk a 12 de Novembro aquando do início da Operação Tocha com o desembarque de forças anglo-americanas na costa ocidental de África.
A 17 de Dezembro, os ingleses recapturam El Aghelia e Rommel sem equipamento nem combustível decide recuar até Tunes. A 23 de Janeiro, os britânicos capturam Trípoli. A 19 de Fevereiro, Rommel lança a sua última ofensiva e recaptura Paso de Kasserine, apesar de a 22 desse mês é obrigado a parar devido à superioridade das forças Aliadas. Rommel deu o comando do novo Grupo de Exércitos de África ao general von Arnin, no entanto, no dia 23 foi forçado a retomar o comando. A 6 de Março de 1943 foi chamado à Alemanha e aproveitou a oportunidade para convencer Hitler de que a luta em África não tinha sentido a menos que recebesse reforços. Tal medida era impraticável dada a situação da Frente Este. A 11 de Março de 1943 foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes, sendo o sexto oficial a receber tal honra. Entre Março e Julho de 1943, Rommel passa uma temporada de férias com a sua família recuperando a sua saúde que se encontrava muito deteriorada.
Em Maio de 1943, sem reservas, sem equipamento nem combustível, as forças alemãs renderam-se, tendo sido feitos cerca de 200.000 prisioneiros. Rommel encontra-se completamente desiludido. A 10 de Julho é nomeado Comandante Chefe das forças do Eixo na Grécia, no entanto, é chamado à Alemanha. Da mesma forma, é nomeado Comandante Chefe em Itália, no entanto, é substituído pelo general Kesselring.

Muralha do Atlântico

No fim do ano de 1943, Hitler atribui-lhe o Grupo de Exércitos B sob o comando do Marechal de Campo von Rundsted, e encarrega-se da construção da chamada Muralha do Atlântico cuja função é deter a iminente invasão Aliada. Uma vez que é realista, faz todos os possíveis para impedir a penetração das forças aliadas. No entanto, as forças necessárias para repelir o ataque estão muito dispersas e muito mal equipadas.

Morte Trágica

Num ataque aéreo enquanto se encontrava a viajar no seu automóvel perto de Vimoutier, é ferido e internado num hospital francês. Em pouco tempo é implicado num atentado contra Adolf Hitler a 20 de Julho de 1944, quando se realizava uma reunião do Estado Maior no Quartel General de Hitler. A sua participação é discutida e recusada por parte dos historiadores.
Entretanto, Rommel é transferido do hospital de Herrlingen, sendo posto em prisão domiciliária. Nessas circunstâncias, são-lhe dadas duas alternativas: ser acusado de traidor, humilhando a sua família, ou, suicidar-se. Em caso de suicídio, informar-se-ia que Rommel teria sido morrido devido a ferimentos e seriam-lhe prestadas as honras militares.
A 14 de Outubro de 1944, é levado a um hospital em Ulm, suicidando-se. No dia 18 de Outubro de 1944 é sepultado com as máximas honras militares, tendo sido decretado feriado nacional, visto que se tratava de um Marechal de Campo do Reich. Em 1950 foi publicada uma compilação dos papéis pessoais de Rommel, feita pela própria mulher Lucie-Maria, filho Manfred e o tenente Coronel Fritz Bayerlain, intitulada Krieg ohne Hass e conhecida como “Os Papéis de Rommel".

AFRIKA CORPS

Afrika Korps

30 setembro, 2009

Erich Hartmann - Demônio Negro

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Nome: Erich Hartmann
Apelido: Demônio Negro
Nascimento: 19 de Abril de 1922  Weissach, Württemberg
Morte: 20 de Setembro de 1993 Weil im Schönbuch
Nacionalidade: alemão 
Patente: Major
Cargo: Kommandeur da Jagdgeschwader 52,
Jagdgeschwader 53

Erich Alfred "Bubi" Hartmann (Weissach, Württemberg, 19 de Abril de 1922Weil im Schönbuch, 20 de Setembro de 1993) foi um aviador alemão, alcunhado o “cavaleiro loiro” da Alemanha, por seus compatriotas e de “demônio negro” por seus inimigos, considerado um dos maiores pilotos da história do combate aéreo.

Afirmou ter abatido 352 aviões inimigos (345 da força aérea soviética e sete da força aérea americana, sendo 260 aeronaves de combate).

Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto serviu na Luftwaffe, cumpriu 1.404 missões e entrou em combate aéreo 825 vezes. Hartmann foi obrigado a realizar catorze pousos forçados devido a avarias.

Início

Hartmann passou a maior parte de sua infância no Extremo Oriente. Seu pai Alfred Hartmann, era médico e trabalhava na China. A mudança da família para aquele país foi motivada pela crise econômica que acometeu a Alemanha após a I Guerra Mundial. Devido à Guerra civil chinesa sua famíla retornou para a Alemanha em 1928. Como muitos outros jovens, ingressou no programa de treinamento para pilotagem de planadores da Luftwaffe.

Sua mãe, Elisabeth Wilhelmine Machtholf, que foi uma das primeiras mulheres a pilotar um planador, foi quem o ensinou a pilotar. Obteve a sua licença de piloto em 1939, e começou a instrução na Luftkriegsschule II em fins de 1940.

Piloto

Em 1941, Hartmann concluiu seu treinamento e em 1942 é designado para a unidade Jagdgeschwader 52 (JG 52). O JG 52 postado no front oriental na União Soviética e equipado com o Messerschmitt Bf-109G

JG52-Emblem copy Emblema do JG 52

O Difícil Começo

O comandante do III./JG 52, Major Hubertus von Bonin, pôs Hartmann sob o comando do experiente Alfred Grislawski. Depois que alguns dias de vôos práticos, Grislawski admitiu que embora Hartmann tivesse muito a aprender a respeito das táticas de combate, era um piloto talentoso.

Hartmann passou a servir no 7./JG 52 como ala para Walter Krupinski, que tornou-se a seu mentor e amigo. Em suas primeiras missões teve pessimas atuações. Em seu primeiro confronto quase abateu por engano seu companheiro Edmund Rossmann. Por conta de suas más atuações, Hartmann quase transferiu-se para a infantaria.

As Primeiras Vitórias

Em 5 de novembro de 1942, em sua 19º missão obteve sua primeira vitória (abateu um Ilyushin IL-2 Sturmovik soviético). Até o fim do ano tinha contabilizado somente mais uma vitória. Tirou proveito das graves deficiências da força aérea soviética para tornar-se o maior ás da aviação de todos os tempos.

Captura e Fuga

Em 20 de Agosto de 1943, após seu avião ser danificado por destroços de uma aeronave inimiga que acabara de abater, foi obrigado a fazer um pouso forçado atrás das linhas soviéticas.

Encontrado por soldados russos, não tentou a fuga o que significaria a morte. Ao invés disso, fingiu que estava ferido. Como foi reconhecido pelos russos e, como existia uma recompensa de 10.000 Rublos a quem o capturasse (vivo ou morto), seus captores decidiram deixa-lo vivo. Enganou os médicos (sendo filho de um médico, sabia simular que estava ferido e com dores). No dia seguinte foi transferido para um hospital. Stukas da Luftwaffe possivelmente comandados por Hans-Ulrich Rudel atacaram o comboio que o transportava. Aproveitando-se da confusão ele consegue fugir e no dia seguinte retornar para as linhas alemãs. Ao retornar, um sentinela alemão confundiu-o com o inimigo e atirou contra ele. A bala atingiu suas calças e ele não se feriu.

Táticas de combate

Erich Hartmann só atacava quando tinha certeza que a situação estava inteiramente a seu favor. Era muito rápido para avaliar uma situação de combate e um excelente atirador. Só atacava de surpresa e gostava de atirar à queima-roupa (às vezes a menos de 50 metros de distância) o que eliminava a possibilidade de o inimigo escapar e destruía completamente as aeronaves inimigas. Seu avião sofreu avarias diversas vezes. Por atirar tão próximo diversas vezes seu avião foi atingido por destroços dos aviões inimigos. Considerava o combate aéreo tradicional com manobras e troca de tiros entre os pilotos (dogfight em inglês ou Kurvenkampf em alemão) inútil e um desperdício de combustível e munição. Eis como ele próprio descreveu suas táticas:

Cquote1.svg "Eu nunca dei muita atenção ao combate aéreo. Eu nunca combateria os russos em um dogfight. Surpresa era minha tática. Suba o máximo que puder, e se possível, ataque pelo Sol ... noventa por cento de meus ataques foram ataques de surpresa. Se obtivesse sucesso, daria um tempo e observaria a área de novo. "

" Encontrar o inimigo depende apenas de se estar onde a ação está acontecendo e numa boa percepção visual da área. As estações de terra nos chamam pelo rádio e dão a posição dos inimigos utilizando um sistema de coordenadas de nossos mapas. Assim podemos procurar na direção correta e escolher a melhor altitude para o ataque. Se o céu estiver encoberto, prefiro atacar com toda a potência, por baixo e do lado do Sol, porque assim você pode vislumbra o inimigo de muito longe contra a nuvem branca. Quem vê o outro primeiro tem 50% de chance de obter a vitória. "

" A segunda parte de minha tática é o ponto de tomada de decisão. Isto é, você vê o inimigo e ataca imediatamente, ou espera obter uma melhor vantagem ou manobra na tentativa de obter uma melhor posição ou finalmente decide não atacar. Por exemplo, se você tem que atacar o inimigo contra o Sol, se você não tem vantagem da altitude, se o inimigo esta voando fora das nuvens, mantenha-o sob controle longe o suficiente de modo que você possa modificar sua posição relativa ao Sol ou às nuvens, e mergulhe para trocar altitude por velocidade. Só então ataque. Não importa se é uma aeronave solitária ou um grupo de aeronaves em formação. O importante é destruir a aeronave inimiga. Manobre rápida e agressivamente, atire de perto, o mais perto possível, de modo a garantir que seus obuses atingiram o inimigo, sem desperdiçar munição. Eu falo a meus comandados: Só atire quando a aeronave inimiga preencher toda a sua visão " !

" Finalmente, abandone a área. Se você atirar e sair, pense em sobreviver. Observe sempre ás "seis horas". Livre-se dos potenciais atacantes, ou descubra um novo ponto para reengajar no combate, mas só o faça de novo se você tiver alguma vantagem"Cquote2.svg

Rendição

No dia da vitória o comandante do JG 52, Hermann Graf, recebeu ordens de render-se aos ingleses em Dortmund.

Neste momento seu esquadrão estava baseado na Alta Silésia. Os familiares dos pilotos encontravam-se na base.

Os pilotos temiam que caso se rendessem aos ingleses, suas famílias seriam feitas prisioneiras pelos russos. Então decidiram desobedecer esta ordem. Dirigiram-se com seus aviões para a Tchecoslováquia e em Pisek entregaram-se ao exército americano. Mas no dia 25 de Maio os americanos entregaram Erich Hartmann e todo o JG 52 para as forças russas

Seus Aviões

Durante toda a guerra Erich Hartmann só lutou em caças Messerschmitt Bf 109G. Utilizou os modelos G4, G6, G10 e G14, sendo que este último foi o seu favorito.

Em 1944 e 1945 (mês de Março) recebeu treinamento para pilotar o primeiro caça a jato da história a entrar em combate: o Messerschmitt Me 262, mas nunca combateu pilotando esta aeronave.

Messerschmitt Me 262

Condecorações

  • Cruz Germânica em Ouro ( Setembro de 1943)
  • Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro (29 de Outubro de 1943)
  • Folhas de Carvalho da Cruz de Cavaleiro (das mãos de Adolf Hitler) (2 de Março de 1944 nº420)
  • Espadas da Cruz de Cavaleiro (4 de Julho de 1944 nº75)
  • Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes dada em 25 de Agosto de 1944 por Hitler, nº 18.

Promoções

  • 01.07.1944 - Oberleutnant
  • 01.09.1944 - Hauptmann
  • 08.05.1945 - Major

Unidades

Fatos curiosos

  • Todos os aviões de seu esquadrão tinham o desenho de um coração atravessado por uma flecha.
  • Seu codinome para comunicação de rádio era Karaya One ou coração doce 1.
  • Os soviéticos apelidaram-no de Cherniye Chort (demônio negro)
  • Erich Hartmann pintou uma tulipa negra em seu caça o que lhe valeu o apelido de demônio negro dado pelos soviéticos e no coração lia-se "Ushi" apelido de sua namorada Úrsula quem casou-se em 9 de Setembro de 1944.
  • Teve que apagar o desenho da tulipa pois os pilotos russos reconheciam seu avião através dele e evitavam o combate.
  • Seu companheiro Walter Krupinski apelidou-o "Bubi" (garoto), pois aos 20 anos de idade aparentava ser mais jovem.

28 maio, 2009

Michael Wittmann “O Barão Preto”

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Nome: Michael Wittmann
Apelido: O barão preto
Lugar de nascimento: Vogelthal
Serviço: 1934 - 1944.
Grau: Hauptsturmführer
Lugar de morte: Entre as cidades de Cintheaux e St. Aignan de Cramesnil perto da fazenda de Gaumesnil.
Lugar descansando : La Cambe cemitério de guerra alemão

22px-Flag_of_Germany_1933_svg 23px-Flag_Schutzstaffel_svg

Unidades:

125px-1__SS-Panzer-Division_Leibstandarte-SS_Adolf_Hitler_svgLeibstandarte SS Adolf Hitler

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Schwere SS-Panzer-Abteilung 101

 Prêmios:  

150px-Knight'sCrossOfTheIronCrossWithGoldenOakleavesSwordsAndDiamondsA Cruz de cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (mit Eichenlaub und Schwertern)

 

Bundesarchiv_Bild_101I-299-1802-08,_Nordfrankreich,_Michael_Wittmann_auf_Panzer_VI_(Tiger_I)O SS-Hauptsturmfuhrer Michael Wittmann era uma verdadeira lenda viva como comandante de tanques na segunda guerra.

 Filho de fazendeiro, chegou a servir por 6 meses no Reichsarbeitdienst - RAD (Corpo de Trabalhadores Alemães) e em 1934 se alistou como soldado servindo até em 1936 como suboficial. Em 1937 entra na Waffen SS no famoso Leibstandarte SS Adolf Hitler e no mesmo ano recebe seu treinamento em carros de combate em Sd.Kfz.222 e no 232. Em 1939 recebe o comando em Sdkfz 232 na campanha polonesa. Em 1939 serviu na 5a. Panzerspähkompanie e em Fevereiro de 1940 ba SS-Sturm-Batterie do LSSAH.

Em 1941 é transferido para leste para a Operação Barbarossa, onde recebeu a    primeira Cruz de Ferro de segunda classe pela destruição de tanques russos, no mesmos ano recebe a Cruz de Ferro de 1a. Classe pela destruição de seis tanques russos em um simples combate.

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Durante 1942 continua executando grandes atos no front russo, até em 1943 quando recebe seu primeiro Tigre, conseguindo fatos como destruir mais de 30 tanques soviéticos com ele. No final de 1943 é transferido para a Itália para tarefas de treinamento em 1944 já tinha cerca de 56 tanques destruídos em sua contagem.

A lenda de Wittman foi criada no famoso episódio do Villers-Bocage, uma semana depois do dia D. Wittmann com 6 Tigres destruiu 4 Sherman Firefly, 20 Cromwell, 3 Stuart, 3 M4 Sherman OP, 14 meia-lagartas, 16 Bren e 2 canhões de 6 pdr, e ainda paralisou por um bom tempo o avanço, recebendo a Cruz de Ferro de Cavaleiro com Folhas de Carvalho das mãos do próprio Hitler.

wi Michael Wittmann, posa com sua tripulação junto seu "Tiger".  Note a quantidade incrível de vitórias pintada no canhão do do seu blindado.

tiger-tank-12 Michael Wittman faz o briefing com os comandantes dos tanques, Normândia 1944.

Contudo dia 8 de agosto de 1944 Wittmann desconhecendo a existência de reforços aéreos dos aliados, o Ás foi para combate, tendo seu Tigre atingido por uma bomba aérea em Caen na parte de trás, onde a blindagem era menor. Foi sepultado ali mesmo num túmulo não identificado, mas em 1983 seus restos mortais foram achados durante as escavações de uma estrada e transplantados para o Cemitério Alemão "De La Cambe" na Normandia, França. Em toda a sua
carreira ele destruiu cerca de 170 tanques.

18 maio, 2009

Takijiro Onishi “o pai da ideologia kamikaze”

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Takijirō Ōnishi (2 de Junho, 189116 de Agosto, 1945)  foi um almirante japonês conhecido como o pai da ideologia kamikaze.

No início da Guerra do Pacífico, na Segunda Guerra Mundial, ele foi o chefe da Divisão de Desenvolvimento de Aviação Naval do Ministério das Munições do Japão e responsável por alguns detalhes técnicos do ataque a Pearl Harbor em 1941, sob o comando geral do Almirante Isoroku Yamamoto.

Onishi, entretanto, era contra o ataque, pois acreditava que causaria uma guerra em longa escala com um inimigo que tinha os recursos para obrigar o Japão a uma rendição incondicional.

Após Outubro de 1944, tornou-se no comandante da Primeira Frota Aeronaval no norte das Filipinas. Enquanto lhe é dado crédito por ser o aconselhador e propagador da utilização da tática de ataques aéreos suicidas (Kamikaze) contra os porta-aviões Aliados, de fato, o projeto pré-datava o seu cargo e ele era originalmente contra esta idéia. Com a derrota japonesa na Batalha das Ilhas Marianas em 1944, porém, Ōnishi alterou a sua posição e ordenou os ataques.

Takijirō Ōnishi cometeu seppuku nos seus aposentos em Tóquio em 16 de Agosto de 1945, um dia após o anúncio da rendição incondicional do Japão. Ōnishi não utilizou um kaishakunin, assistente encarregado de decepar a cabeça do suicida logo após ele rasgar o estômago com um punhal em seu ritual de suicídio, e morreu do ferimento 15 horas após o ato.

Em sua carta de despedida, pedia desculpas aos pilotos os quais ele tinha enviado para a morte, e incitava todos os jovens civis que tinham sobrevivido à guerra a trabalharem de modo a reconstruir o Japão e defender a paz entre as nações.

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Aproximadamente quatro mil soldados japoneses, na maioria estudantes universitários, morreram como pilotos kamikaze.

16 maio, 2009

Otto Skorzeny "o homem mais perigoso da Europa"

Bundesarchiv_Bild_101III-Alber-183-25,_Otto_Skorzeny Otto Skorzeny - (Viena Áustria 12 de junho, 1908 - Madri Espanha 6 de julho, 1975). Foi um especialista em operações especiais durante a II Guerra Mundial quando lutou pela Alemanha Nazista. Era considerado pelos aliados como "o homem mais perigoso da Europa". Tal fama era devida às várias operações especiais bem sucedidas lideradas por ele como a Operação Greif e a libertação de Benito Mussolini.

Nascido em uma família de classe média vienense de origem alemã e possivelmente polonesa. Após a I Guerra Mundial sua família sofreu com as conseqüências do Tratado de Versalhes e sobreviveu graças à assistência da Cruz Vermelha. Com a idade de 18 anos inscreveu-se na Universidade de Viena para estudar engenharia. Era um atleta com espírito aventureiro e amante de desafios. Participava de uma Schlagende Verbindungen (sociedade de duelos de esgrima numerosas na Alemanha e Áustria). Participou de catorze duelos e no décimo recebeu a Schmisse (cicatriz de honra) que era para ele motivo de orgulho.

300px-Flag_Schutzstaffel_svg Ingressou nas forças armadas alemãs após a anexação da ÁOtto%20Skorzenyustria pelo Reich em 1938. Já sendo engenheiro e com mais de 30 anos, o gigante (tinha 1,94m) Otto Skorzeny não conseguiu ingressar na Luftwaffe e foi colocado nas Waffen SS, corpo armado do partido, não integrante do Exército alemão, mas uma força auxiliar deste. Após ser ferido na Rússia, estava em  convalescença quando foi convidado a ingressar no recente corpo de comandos das forças armadas, ao estilo dos "comandos" britânicos. O Grupo chamava-se Friendenthale Jagerverband, comandado por Walter Schllemberg, chefe da contra-espionagem da SS.

Ações Ousadas

skorzeny

Skorzeny foi escolhido pelo próprio Hitler para uma missão difícil, a libertação de Benito Mussolini (Operação Eiche), aprisionado após o armistício da Itália com os aliados em 1943.

Em Setembro de 1943 Skorzeny descobriu que Mussolini era feito prisioneiro no Gran Sansso um hotel nos Alpes italianos. Com uma força reduzida de paraquedistas Skorzeny tomou o hotel, rendeu a guarnição italiana e resgatou Mussolini sem dar um único tiro.

Por essa e outras ações de comandos Skorzeny foi escolhido para comandar um grupo de operações especiais da SS. Com o planeamento da Ofensiva Bundesarchiv_Bild_101I-567-1503C-17,_Gran_Sasso,_Mussolini_vor_Hoteldas Ardenas Skorzeny recebeu ordens para treinar um grupo de comandos que deveriam atuar por trás das linhas aliadas. O curioso é que todos os integrantes dessa força de comandos deveriam falar inglês fluentemente. Foram recrutados voluntários por unidades de todas as frentes. Durante dois meses esses comandos tiveram de aprender a ser americanos. Conhecer história, geografia, conhecimentos gerais e desgermanizar-se. As continências e o famoso bater de calcanhares deveriam ser esquecidos por esse grupo de comandos especiais.

Bundesarchiv_Bild_101I-567-1503C-18,_Gran_Sasso,_Mussolini_vor_Hotel Tais comandos seriam inseridos na retaguarda aliada, usando uniformes e veículos americanos. A sua principal missão seria causar prejuízos as comunicações. Eles deveriam sabotar pontes, depósitos de munição, cortar fios telefônicos, destruir geradores de energia, trocar sinais de trânsito entre outras ações.

Mas como acontece com a maioria das ações desse tipo, o inesperado aconteceu. Um grupo de 4 homens que estava para sabotar um sistema de rádio entrou acidentalmente num campo minado. fg42n2Quando os corpos foram resgatados a equipe médica descobriu por baixo das vestimentas americanas o uniforme de campanha padrão da SS. Logo a notícia se espalhou aumentando ainda mais a ansiedade de todos. Surgiram boatos que esses alemães em uniformes americanos, pretendiam assassinar o Comandante em Chefe Eisenhower. Isso provocou enorme esforço no sentido de aumentar a segurança no campo americano. Polícias militares paravam veículos por toda parte e faziam perguntas especiais que identificavam os americanos. Mesmo usando desse ardil, centenas de americanos natos foram presos por suspeita de integrarem a brigada de Skorzeny. Entre eles o Tenente-General Omar Bradley comandante do 12º Grupo de Exércitos que se deslocara para Versalhes e insistiu por uma audiência com o comandante supremo.

Os alemães capturados em uniforme americano eram fuzilados de acordo com a convenção de crimes de guerra de Genebra.

Pós Guerra

Otto_SkorzenyAo final da guerra, Otto Skorzeny não foi incriminado em nenhum tribunal por crimes de guerra, porém ficou anos num campo de "desnazificação", de onde saiu e passou a morar na Espanha, exercendo a atividade de Engenheiro até a sua morte causada por um câncer em 6 de julho de 1975

 

WW II - Zona de Guerra