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17 julho, 2010

Fantasmas da II Guerra mundial?

Alguns anos atrás, pessoas independentes realizando escavações arqueológicas nos locais das batalhas da Segunda Guerra Mundial (chamados de black archeologists) à procura de troféus de guerra preciosos, estavam em franca expansão na Russia. Porém, durante a busca, um grupo de black archeologists se deparou com o lado mais gumpesco da caça por despojos de humanos que pereceram no horror da Guerra.

skulls1k Fantasmas da II Guerra mundial?Em 1997, um grupo de seis pessoas foi para Luban na região Leningradsky, onde ficavam as ruínas de um mosteiro de Makaryevsky, destruído durante a guerra. Tão logo se aproximaram das ruínas, os membros do grupo perceberam as chamas de uma fogueira. Eles ficaram chocados ao descobrir que a fogueira estava levitando no ar. À medida em que se aproximaram das ruínas, a estranha fogueira desapareceu de forma tão misteriosa quanto surgiu.

Os black arqueólogos fixaram um acampamento nas ruínas. Durante a noite, eles foram acordados por horríveis gritos humanos. Ao saírem das tendas, eles perceberam que os gritos provinham da escuridão da floresta. Nenhum deles teve coragem de correr para ajudar.

Foi uma longa noite. Na manhã seguinte, um dos arqueólogos foi até a floresta e se perdeu. Os amigos fizeram uma pequena busca por ele, gritando seu nome, mas não houve resposta. Subitamente, após três horas depois de sumir, com a sua roupa suja e um olhar maníaco ele retornou. O jovem nunca disse aos seus amigos o que aconteceu com ele.

Uma das mais famosas zonas anômalas relacionadas à Segunda Guerra Mundial é um vale pantanoso chamado Myasnoy Bor, localizado a 30 quilômetros de Novgorod. Muitos soldados do segundo batalhão de ataque do Exército soviético, bem como das divisões da Wehrmacht alemã, e a “Divisão Azul” espanhola, além de outros soldados morreram nesta área durante a ofensiva Lyuban, numa operação de combate realizada em 1942. Muitos corpos foram largados nos campos, sofrendo a ação natural da decomposição ao relento.

Galina Pavlova, chefe do grupo de busca da cidade de Engels na região de Saratov falou sobre um incidente que aconteceu com ela em 1997: “O bosque de Bor Myasnoy é um lugar assustador e sobrenatural. Logo que você fica lá sozinho, a mata começar a emitir estranhos sons. Você pode ouvir claramente alguém gritar “Hooray”, como se as almas inquietas dos soldados que ali pereceram ainda estivessem a realizar um ataque.

No dia em que encontrei as minas, fui atrás dos caras em uma trilha. Eu parei em um local que foi escavado muitas vezes antes. De repente, vi que as árvores estavam inclinadas para o mesmo local, embora não houvesse vento. Chamei meus companheiros e encontramos uma caixa de madeira em decomposição e algumas minas antigas. ”
Alexei, um black arqueólogo que costumava escavar na floresta perto da frente russa de Bryansk, numa área datada entre 1942-1943, contou uma história interessante.

“Nós removemos os corpos de seis soldados russos e 11 alemães, quatro dos quais eram soldados da Wehrmacht em uma trincheira cavada nas bordas do pântano. Cortamos uma camada de detrito e raízes e descobrimos botas alemãs em decomposição, ainda com ossos saindo para fora. Então começamos uma escavação mais cuidadosa, e encontramos os ossos pélvicos, uma espinha e costelas. Pouco a pouco, nós cavamos os vestígios de quatro pessoas.
Estava ficando escuro. Deixamos os esqueletos na trincheira e acampamos em um prado cerca de 200 metros de distância. Foi aí que as coisas começaram a ficar esquisitas.

À noite, algo aconteceu. Fomos acordados por Valera, um dos rapazes de plantão. Valera disse que algo estranho estava acontecendo. Nós levantamos e começamos a ouvir atentamente. Podíamos ouvir as vozes em alemão, canções, risos e barulhos altos de motores, como os de um tanque. Foi muito assustador.

Na manhã seguinte fomos para a trincheira. Parecia do mesmo jeito de quando a deixamos. Mas quando nós andamos um pouco mais, descobrimos marcas frescas das lagartas usadas pelos tanques de guerra da época.”

Ao que parece, existe uma zona anômala em Zheltoyar, mais conhecida como zona Novokhopersk, na parte leste da região de Voronezh, perto da cidade de Novokhopersk.

Membros da comissão de Voronezhe para estudos de fenômenos anômalos foram ao local para estudar aqueles fenômenos. Eles eram liderados pelo um famoso pesquisador Genrikh Silanov. Os membros da comissão realizaram diversos experimentos, e em algumas fotos surgiram imagens de pessoas vestidas em uniformes de soldados em frente a tendas. Um “avião fantasma” apareceu em uma das fotos. Os investigadores acreditam que estes elementos eram da II Guerra Mundial. Uma das fotos mostrava uma silhueta de um soldado Checo. Mais tarde, os pesquisadores descobriram os restos mortais de uma divisão tcheca que era uma parte do exército soviético localizado nessa área.

Silanov acredita que as fotos eram típicas “miragens chronal” criadas pelos chamados “campos de memória” ligado a acontecimentos dramáticos que ocorreram no passado.

Esta não é a primeira vez que vejo casos assim.
Eu tenho um livro que narra um fato inusitado ocorrido na Normandia
.

300pxnormandy71 Fantasmas da II Guerra mundial?Ao amanhecer do dia 19 de agosto de 1942, tropas aliadas Canadenses e inglesas atacaram o porto de Dieppe, na Normandia que era uma área ocupada pelos Alemães. O combate foi um ensaio para o Dia D, que ensinou muito aos aliados. Mas custou caro. As baixas dos aliados contabilizaram 3623 corpos. Nove anos depois, no dia 4 de agosto de 1951, minutos antes de romper o dia, duas inglesas que passavam as férias nas proximidades foram acordados com o som ensurdecedor da artilharia. Durante cerca de três horas, elas puderam ouvir a repetição exata dos sangrentos acontecimentos ocorridos nove anos antes.

Era como se a batalha estivesse presa no tempo. O relato das testemunhas foi registrado por militares.

As duas mulheres que eram cunhadas contaram que encontravam-se em Puys, uma cidade à beira-mar próximo a Dieppe. Elas disseram que às 4 horas da manhã ouviram os primeiros gritos de soldados, como que sobrepondo-se a uma tempestade. Foi possível identificar os sons de artilharias e bombardeamentos que gradualmente iam aumentando, como em ondas.

Às 4:50, houve um silêncio súbito. às 5:07 elas escutaram um intenso ruído de ondas se quebrando, seguidas de bombas e alguns gritos débeis ao fundo. Quando foi 5:40, houve um novo silêncio. E apenas dez minutos depois o som da um grande número de aviões com ruídos de fundo de menor intensidade.

às 6:00 da manhã o ruído parou. Ele recomeçou às 6:25 com muitos gritos. Os gritos foram gradualmente enfraquecendo até sumirem. Não houve nenhum outro som estranho no ambiente após isso.

imag060201 Fantasmas da II Guerra mundial?

O caso era particularmente interessante, porque as testemunhas não tinham o menor conhecimento dos fatos históricos que se deram no local cerca de uma década antes. Ao comparar o depoimento das duas com os dados reportados nos diários de combate, havia uma impressionante similaridade em termos de tempo com o que acontecera. A Sociedade Britânica de pesquisas psíquicas estudou o caso e comparou os dados militares aos depoimentos. Eles descobriram que às 3:47 os barcos aliados se aproximaram da costa. Os alemães tentaram repelir a abordagem usando artilharia. Às 4:50 era considerada a Hora 0 para a ofensiva aliada. Porém, ocorreu um atraso de 17 minutos nos planos, o que provocou um período breve em que o tiroteio cessou. Quando deu 5:07 as barcaças com as tropas se aproximaram da praia de Puys sob forte tiroteio. Os contratorpedeiros bombardearam Dieppe com granadas, enquanto a aviação atacava edifícios do litoral.

Às 5:40 O bombardeio é interrompido. 5:50 chegam reforços aéreos aliados, que travaram combate com a aviação alemã. Quando foi 8:30 o ataque é repelido, com terríveis perdas para os aliados. Os poucos sobreviventes rendem-se.

Quando comparamos os dados das testemunhas e a sequencia de fatos ocorridos no dia do combate, é impressionante a similaridade. Ninguém até o momento foi capaz de explicar com provas definitivas o que realmente ocorreu. Seriam as duas mulheres golpistas em busca da fama instantânea? Seriam médiuns que conseguiram captar uma espécie de “instantâneo” preso no espaço-tempo?
Talvez nunca saberemos.

A cabeça de um soldado em uma trincheira

05 julho, 2010

A história da motocicleta - URAL M-72 - URSS

A história da Ural começa em 1939, no período pré Segunda Guerra Mundial.

Joseph Stalin ordenou aos militares que se preparassem para defender a Pátria Russa, tendo em vista os efeitos da Blitzkrieg [Guerra-Relâmpago] contra o Exército polonês, a mobilidade então, foi colocada como de extrema importância.

As motocicletas utilizadas até então não funcionavam satisfatoriamente, apontando uma tecnologia ultrapassada e uma fabricação com qualidade que deixava muito a desejar.

Uma reunião foi realizada no Ministério da Defesa da URSS e o tema de discussão abordou um modelo de motocicleta que seria o mais adequado para o Exército Vermelho.

A versão oficial diz que, após longa discussão, a motocicleta BMW R-71 ficou colocada como um modelo mais próximo das exigências, e cinco unidades foram adquiridos secretamente através de intermediários suecos.

Os engenheiros soviéticos em Moscou, se ocuparam em desmontar as referidas motocicletas, copiando o design da BMW em todos os seus detalhes, e fizeram moldes e matrizes para produzir até os seus próprios motores e câmbios em Moscou.

Uma outra versão, declara que ouve “vazamento” de informações da fábrica da BMW, disponibilizando assim cópias dos desenhos da BMW R-71.

Contudo, em 1941 começou a produção pela BMW da série BMW R-75, sendo assim descontinuada a produção do modelo R-71. Assim, Moscou passou a produz centenas do agora modelo russo nomeado nada menos de, M-72 com um sidecar

Em 25 de outubro de 1942 o primeiro lote de motocicletas foi para a frente de batalha, e durante a Segunda Guerra Mundial  teve um total de 9.799 motocicletas M-72 entregues a batalha, tanto  ao destacamento de reconhecimento, bem como para o fortalecimento das tropas móveis.

Por questão de segurança ainda durante a guerra a fábrica deslocou-se de Moscou para a pequena cidade comercial de Irbit, localizada à margem da grande estepe Siberiana, nas montanhas de Ural.

A história das motos URAL tinha começado com a glória de ajudar a derrotar o terror dos exércitos de Hitler.

A URAL foi projetada apenas para uso militar até o final dos anos 1950, quando uma nova fábrica na Ucrânia [ Irbit Motorcycle Work (IMZ) ] assumiu a tarefa de desenvolver a produção de motos URAL para uso civil.

Hoje os principais produtos da fábrica são as motocicletas URAL com sidecar voltado para os serviços pesados, projetadas para o piso russo. Existem muitos lugares na Rússia, onde apenas  a URAL e cavalos alcançam.

As motocicletas são vendidas principalmente para o mercado interno russo, mas já existe unidades espalhadas na Austrália, Inglaterra, França, Holanda, Bélgica, Espanha, Grécia, Noruega, Finlândia, Suécia, Alemanha, Egito, Irã, África do Sul, Brasil, Uruguai, Paraguai e outros países.

Quem imaginava que a doutrina para o emprego deste aparelho no campo de batalha estava  ultrapassado, não deixe de ver o vídeo. São motos novas que ainda são fabricadas.

  

Fonte: Plano Brasil

08 novembro, 2009

Um Grito de Liberdade – Movimento “Rosa Branca”

Um trio de corajosos estudantes abala o Reich com o primeiro movimento popular de contestação a Hitler - Entregue à Gestapo por funcionário de universidade, cúpula é submetida a julgamento político e executada.

foto_sub3 A mais nobre das traições: Hans (à esq.), Sophie e Christoph em Munique

 

Quando criança, o estudante alemão Hans Scholl tinha um ídolo incomum para um menino de sua idade. Ao invés de tentar imitar algum craque do Bayern de Munique ou sonhar com as aventuras dos super-heróis dos gibis, o jovem Hans gostava mesmo era de Adolf Hitler, o chanceler alemão. Sócio orgulhoso da Juventude Hitlerista, cresceu em meio a promessas de retomada da grandeza germânica e conquista da supremacia global. Hoje, está morto, Hans Scholl, 24 anos, foi decapitado na guilhotina da cadeia de Stadelheim. Seu crime: abandonar a ilusão nazista e ousar criticar seu antigo herói.

Aluno do curso de Medicina na Universidade de Munique, Hans Scholl perdera o encanto por Hitler anos antes. Por influência do pai, Robert - que não caiu na lábia de Josef Goebbels e detestava o nazismo - , o rapaz passou a perceber que o Führer afundaria o país. Ao chegar à universidade, Hans começou a compartilhar suas idéias com os amigos mais próximos - e, para sua surpresa, descobriu que os outros também não suspiravam de paixão por Hitler. Ajudados por Kurt Huber, um professor de Filosofia, os jovens organizaram um movimento de contestação aos nazistas, o primeiro desde que Hitler subiu ao poder e esmagou seus opositores.

A rebelião começou no ano passado, ainda tímida e sempre sigilosa - afinal, falar abertamente contra o Führer é um suicídio na Alemanha atual. Além da vigilância da Gestapo, os jovens enfrentavam a resistência da própria população. Para os alemães, já não importava mais se Hitler estava certo ou errado: uma vez que a guerra estava declarada, sua obrigação moral e cívica era apoiar as tropas. Hans e seus colegas, no entanto, pensavam o contrário: para eles, o dever do cidadão em tempos de guerra é justamente contestar uma liderança política tão desastrosa, principalmente quando ela manda centenas de milhares de soldados à morte.

Ajudado por seu melhor amigo, Christoph Probst, 22 anos, também estudante de Medicina, e por sua irmã, a estudante de Biologia Sophie, de 21, Hans Scholl lançou a revolta espalhando folhetos que criticavam Hitler e pediam um levante popular contra o tirano. O título do texto, "Rosa Branca", deu origem ao nome do grupo. O impacto foi enorme: as cópias se espalharam e chegaram até a cidades distantes. Vieram novas mensagens, com demanda cada vez maior. Estudantes de outras universidades passaram a distribuir os papéis. E logo os textos eram seguidos de pichações nos muros de Munique: "Fora Hitler" e "Liberdade!" eram as mais freqüentes. A Gestapo, em desespero, caçava dia e noite o grupo. Mas a temida polícia de Hitler não conseguia farejar pistas, apesar de estar lidando com uma improvisada facção estudantil.

Sem lágrimas - Entre julho de 1942 e janeiro de 1943, os folhetos sumiram. Hans Scholl e seus companheiros foram convocados pelo Exército a lutar contra as tropas soviéticas no front do leste. As atrocidades que presenciaram no campo de batalha e nos centros de extermínio reforçaram ainda mais a convicção dos estudantes. No retorno a Munique, os panfletos tinham um novo título - no lugar do pacato "Rosa Branca", o desafiador "Movimento de Resistência na Alemanha". Essa resistência, entretanto, durou pouco: em 18 de fevereiro, um descuido da jovem Sophie encerrou o sonho. A irmã de Hans subiu as escadarias da universidade para despejar os folhetos sobre os alunos que deixavam as salas. Um servente filiado ao partido nazista delatou Sophie e o irmão. Probst foi preso logo depois. Todos foram indiciados por traição.

O julgamento, quatro dias depois, foi mais um comício político do que um procedimento judicial. O juiz Roland Freisler, nazista até a medula, foi enviado de Berlim para presidir a sessão. Com Freisler segurando o martelo, a corte nem precisaria de promotor público: o próprio magistrado fez o papel de chefe de acusação. Como nenhuma testemunha foi chamada - torturados, os jovens confessaram as ações -, o julgamento se resumiu a um monólogo inflamado do juiz. Até o advogado de defesa indicado pelo Estado pediu a condenação do trio. Calado durante toda a sessão, só abriu a boca uma vez: "Que a justiça seja feita". Sophie não mostrou a mesma covardia. Fitou o juiz e disparou: "Muitos outros pensam as mesmas coisas que nós, mas não têm coragem de admitir. Você sabe que essa guerra está perdida."


Robert Freisler julgou os três culpados de trair a nação e os sentenciou à morte naquele mesmo dia. Hans e Sophie ainda se despediram dos pais na cadeia antes da execução. Não choraram: seguraram as lágrimas até que o pai e a mãe saíssem. Christoph Probst não recebeu visitas. Sua mulher, que acabara de dar à luz seu terceiro filho, estava no hospital e sequer sabia que o marido fora preso. Só pôde dizer adeus a Hans e Sophie: impressionados com a calma e a coragem dos estudantes, os carcereiros feriram o regulamento e deixaram que eles ficassem juntos por mais alguns instantes. Na hora da execução, nenhum demonstrou desespero ou temor. A brava Sophie foi a primeira na guilhotina; Christoph, o segundo. Hans Scholl, o último, ofereceu o pescoço ao carrasco e, antes que a lâmina caísse, proclamou: "Vida longa à liberdade".

Achou bacana?  Assista o filme  “’Uma Mulher Contra Hitler”’

07 novembro, 2009

Operação Bernhard

Burger Quem diria que um grupo de judeus estava entre a ética e a sobrevivência, auxiliando assassinos nazistas, em troca da promessa de suas próprias vidas?
O maior programa de falsificação da história foi nomeado de “Operação Bernhard” (1942 a 1945), em homenagem ao nazi Bernhard Krüger que capturou, em Viena, o mais renomado falsário do mundo – Salomon Sorowitsch (1899-1960) – judeu formado na Academia de Belas Artes de Odessa (Rússia), para ser o grande banqueiro da II Guerra Mundial. A idéia era enfraquecer a economia dos Aliados e aumentar o número de mortes para além dos conhecidos 52 milhões (judeus, polacos, comunistas, dissidentes políticos, católicos, protestantes, homossexuais, negros, eslavos, húngaros, poloneses, ciganos, deficientes físicos, deficientes mentais, prisioneiros de guerra, sindicalistas, pacientes psiquiátricos e demais opositores), subjugados pela S.S.

Nesta operação, iniciada em 1942 em Sachsenhausen, trabalharam 140 presos especialistas em impressão, gráfica e tipografia.

Já no final do Terceiro Reich, mais precisamente no campo de Sachsenhausen, galpões 18 e 19, os falsificadores imprimiram – com perfeição – cerca de 130 milhões de libras esterlinas para fortalecer os cofres de Hitler e de seus comparsas, obcecados pelo poder. A quantia representava o quádruplo das riquezas estocadas no Banco da Inglaterra.
Nas horas vagas, também falsificavam dólares e passaportes para os ratos fardados que já preparavam suas fugas, planejando uma vida abastada, mesmo depois da aguardada derrota da Alemanha.
Dentre esses judeus falsificadores estava Adolf Burger (foto), preso n°64401, sobrevivente de Auschwitz-Birkenau (sul da Polônia), local onde deixou sua esposa Adele. Burger, ainda vivo, relator do episódio acontecido na “Gaiola de Ouro”, diariamente arriscava a vida do grupo, no intuito de atrapalhar e atrasar a entrega dos dólares falsos, acreditando que esse lapso de tempo poderia modificar toda a situação.
Mais tarde, em 1959, no Lago Toplitz (Áustria), foram encontrados vários engradados recheados com libras, entre tantos outros segredos da II Guerra.

Depois do suicídio de Hitler e de sua esposa Eva Braun (Führerbunker de Berlim - 30 de abril de 1945), Salomon, protegido pelo seu maior talento, frequentou inúmeros cassinos, com identidades variadas e dinheiro à vontade para jogar e se divertir com belas dançarinas. Burger escreveu um livro - "The Devil´s Workshop" - e ainda viaja com suas palestras reveladoras, replicando as marcas definitivas daquele período.

Por: José Neto Pandorgga

Achou bacana? Assista o filme  “Os Falsários”

 

06 novembro, 2009

Coca Cola na Segunda Guerra Mundial

img_1211249952_675_lg Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, os soldados americanos enviaram cartas para a Coca-Cola Company, pedindo que a bebida lhes fosse fornecida. Motivada com as cartas, a Coca-Cola desenvolveu "fábricas" móveis que foram enviadas para as frentes de batalha junto com técnicos da empresa, que garantiam a produção e a distribuição da bebida para os soldados. Apesar dos custos de produção na frente de batalha serem elevados, a companhia decidiu arcar com os mesmos, numa tática de marketing, vendendo o refrigerante pelo mesmo preço praticado nos EUA. Tendo em vista a sua associação com os produtos americanos e os Estados Unidos, ela acabou exercendo o papel de um símbolo patriótico. A popularidade da bebida aumentou bastante após a guerra, quando os soldados voltaram fazendo propaganda do refrigerante. Então foi lançado um tipo de embalagem que vendia 6 garrafas de coca-cola (sixposts), a qual se tornou preferida das donas de casa americanas.

img_1211250126_823_lg Em 1941, os Estados Unidos entram na Segunda Guerra Mundial, enviando milhares de homens e mulheres para as frentes de combate. A Coca-Cola acompanha esses combatentes pois Robert Woodruff, presidente da Coca-Cola, determina que a Coca-Cola seja vendida a US$ 0,05 para todo combatente norte-americano onde quer que esteja - em qualquer parte do mundo! -, não importando o quanto isso custe à empresa. Durante a guerra os europeus experimentam a bebida. Quando a paz volta a reinar, a Coca-Cola já tem muitos negócios fora de seu território. A visão de Woodruff, de que uma Coca-Cola deve estar sempre ao alcance das pessoas, vai se tornando uma realidade. De meados da década de 40 até 1960, praticamente dobra o número de países com operação de envasamento. O período pós-guerra nos Estados Unidos é marcado pelo otimismo e a prosperidade. A Coca-Cola é parte de um estilo de vida alegre, despojado. E as imagens de suas propagandas - casais felizes, mães despreocupadas dirigindo carros conversíveis - são um bom exemplo do espírito da época.

img_1211247684_936_lg O primeiro convite veio de Eisenhower. EM junho de 1943, fez um pedido para fornecer Coca-Cola aos soldados.A empresa pressionou os engarrafadores para ceder o equipamento pesado necessário e conseguiu reunir suprimentos de xarope,gás carbônico e outros materiais. Usando como mão-de-obra prisioneiros de guerra italianos,a empresa montou e pôs fábricas em funcionamento em diversas cidades,da Argélia ao Marrocos. Ninguém esperava a explosão de pura emoção que a Coca-Cola provocou nos exércitos americanos. Os soldados passaram a dizer que queriam de casa quatro coisas: cartas,cigarros,chiclete e Coke.

img_1211249000_872_lg Em princípios de 1944, instalou-se uma engarrafadora em Nápoles,para iniciar, pela primeira vez, o suprimento de Coca-Cola a tropas na frente de batalha. A Coca-Cola se fez presente na Europa um mês apenas após a invasão da Normandia. Ao final da 2 Guerra, o alemão Max Keith, que admministrava a empresa durante o conflito, é convidado a permanecer na empresa. Fora Keith quem criara a marca Fanta, produzindo refrigerantes com sabores de frutas, devido a não contar com o suprimento do xarope. A guerra possibilitou que a Coca-Cola possuísse 63 engarrafadoras no exterior,em locais como Egito,Islândia,Irã e África Ocidental.

Coca Cola no Brasil

img_1211249034_247_lg A população de Natal foi a primeira a consumir Coca-Cola na América do Sul, em 1942, quando a chegada das tropas aliadas trouxe de carona a quarta fábrica da bebida no mundo. A bala do Mickey, vendida na Disney, também sai dali, da fábrica Sam's, que há 50 anos exporta guloseimas. Foi assim que a Coca-Cola desembarcou em Recife-PE que, junto com Natal-RN, formaram o "Corredor da Vitória", uma parada obrigatória de todos os navios que rumavam para a Europa em guerra. Para matar a sede e a saudades dos pracinhas, o refrigerante é produzido inicialmente pela Fábrica de Água Mineral Santa Clara

As primeiras cidades que receberam os técnicos da “The Coke Company” foram Recife-PE e Natal-RN, pois eram estrategicamente escolhidos para os navios que embarcavam à II Guerra Mundial. Na época, o refrigerante era produzido pela Fábrica de Água Mineral Santa Clara, em Recife, até serem instaladas as mini fábricas. Em 1943, a empresa abre uma filial em São Paulo, e inaugura uma fábrica no Rio de Janeiro, dando assim início ao Sistema Coca-Cola Brasil. Até os anos 60, foram lançados os slogans: "Isto faz um bem" (1952), "Signo de bom gosto" (1957) e "Coca-Cola refresca melhor" (1960), cuja ‘Target’ é voltada para os jovens e a família brasileira - que foi presenteada com a Coca-Cola Família (735ml).

Com o final da ‘Grande Guerra’ (1945), a “Coke Company” conseguiu conquistar o paladar de milhões de consumidores no mundo, pelo lançamento da embalagem “six-pots” – que consistia em seis garrafas da bebida. Em relação à sua presença na frente de batalha, a marca foi associada pelos soldados como símbolo do patriotismo americano. As propagandas agora continham casais felizes, mães despreocupadas dirigindo carros conversíveis, Esse estilo de publicidade construiu com otimismo e prosperidade, o espírito despojado da década de 60.

1942-Coca-Cola-TREM 1942 - Os soldados começam a ir para os campos de treinamento e Coca vai junto, todos felizes achando que a guerra ia ser muito bacana.

1943-Army-Camo

 1943 - Os americanos já estavam indo sorridentes para a guerra. É claro que a propaganda era para elevar o moral. O fuzileiro naval tem "Aquele algo mais". Notou como esse slogan, "It's the real thing" e "Coke" apareceram quase ao mesmo .

1943-Coke-ad-MILITARY-

1943 - Esse é outro fuzileiro naval, um sargento, num uniforme que não conhecemos mas com a calca "boca de sino" da marinha, que depois viria a se tornar moda nos anos 1960. A boca da calça era mais larga para permitir que ela fosse dobrada para cima nos momentos de trabalho em locais mais sujos ou inundados, apenas isso.

1942-HAPPY-SOLDIER-COCA-COLA

1942 - Já em treinamento de marcha uma pausa para Coca? Imagine se o sargento ia deixar... No insert, um estranho comentátio: "Eu sou leal à qualidade" mostrando o problema social de pessoas que eram leais e as que não eram à visão americana da guerra.

1943-COCA-COLA-SOLDIER

1943 - Esta é com um soldado do exército.

 

1943-ROYAL-CROWN-COLA-LINDA-DARNELL-&-Soldier

1943 - A Royal Crown Cola - RC Cola, mantém sua enorme série de celebridades e a atriz Linda Darnell serve um cabo da marinha e um sargento do exército, cujos rostos não importam.

05 novembro, 2009

Tokyo Rose - A Rosa de Tóquio

O rádio como instrumento de terror: assim era Rosa de Tóquio

1945: o mundo vivia o final de um conflito sangrento, a Segunda Guerra Mundial. Ao redor do planeta, colônias germânicas, como as que existiam no Vale do Itajaí, acompanhavam em receptores de rádio “clandestinos” as notícias vindas da Europa para saber quem estava ganhando a guerra.

Ter rádio em casa, durante a guerra, era terminantemente proibido aos alemães residentes no Brasil ou descendentes de germânicos. Por isto, os aparelhos ficavam escondidos nos porões ou nos sótãos. Mas no dia 30 de abril daquele ano de 1945, vendo que já perdera a guerra, Hitler e sua amante Eva Braun suicidaram-se em um “bunker” em Berlim.

Alguns dias depois a Alemanha assinou a rendição. Porém o Japão, aliado dos alemães, não aceitou a derrota e continuou a guerrear. O império nipônico nunca havia perdido uma guerra em toda a sua milenar história, e não seria agora que o imperador, um Deus na Terra, iria enfrentar tal desonra!

                                                      

Durante a guerra, o rádio teve papel preponderante nas ações desenvolvidas pelos beligerantes. E os japoneses foram campeões, espalhando mensagens patrióticas, que visavam incentivar seus guerreiros e ao mesmo tempo abater o moral das tropas do principal inimigo, no caso os norte-americanos.

A Rádio Tókio, através das suas ondas curtas, levava ao ar, sem parar, mensagens lidas em inglês por uma voz suave de mulher: era a Rosa de Tókio, como ficou conhecida internacionalmente.

Através de artifícios técnicos a emissora conseguia invadir as faixas da BBC de Londres e da “Voz da América” de Washington direcionadas ao teatro de guerra, espalhando ainda mais as mensagens como se fossem das emissoras ocidentais.
Mas afinal, o que a Rosa de Tokyo falava? Com voz adocicada, ela não cansava de repetir ao microfone:

“Vocês, soldados americanos, por que não voltam para as suas casas? Tudo já terminou… vocês perderam a guerra. Se Mac Arthur (o comandante-em-chefe das operações de guerra dos Estados Unidos) for capturado vivo, será enforcado na Praça Imperial de Tókyo…”

E falava incessantemente sobre batalhas fictícias, que os japoneses teriam vencido, criando apreensão e mal estar entre as tropas norte americanas quando lembrava que as mulheres dos americanos estavam em casa, se divertindo, enquanto eles, soldados, lutavam nas frentes de batalha.

Personagem de ficção ou real? Quem foi esta famosa Rosa de Tókyo? Ela existiu, sim e se chamava Iva Toguri. Era americana, filha de imigrantes japoneses, e ao retornar à terra dos seus pais, para visitar parentes, foi surpreendida com a notícia de que o Japão havia bombardeado a base naval americana de Pearl Harbour no Pacífico, entrando na guerra. Iva não sabia falar japonês, mas um anúncio no jornal pedia pessoas que soubessem inglês para trabalhar na Rádio de Tókyo.

Deram-lhe a incumbência de apresentar um programa de propaganda de guerra chamado “Hora Zero”, onde ela transformou-se na temida e lendária “Rosa de Tókio”. Ficou comprovado que seus textos, lidos de forma pausada e com voz suave, rebaixavam ao máximo o moral das tropas dos Estados Unidos.

Quando a guerra acabou, Iva Toguri voltou para os Estados Unidos. Estava casada com Felipe D’Aquino, um português, que também trabalhava na rádio. Iva Toguri D’Aquino não quis renunciar à cidadania americana e por isso foi acusada de alta traição ao país.

Julgada e condenada, esteve vários anos presa até que, em 1977, foram encontradas falhas no processo acusatório e o Presidente Gerald Ford lhe concedeu o perdão oficial.

No dia 28 de setembro de 2006 ela morreu, em Chicago, aos 90 anos de idade.
Os japoneses só se renderam aos americanos, em 2 de setembro de 1945, após sofrer dois ataques com bombas atômicas às cidades de Hiroshima (6/8/45) e Nagasaki (9/8/45).

O povo japonês desconhecia ainda estes ataques, pois as estações de rádio e os jornais, censurados, não relataram nada sobre as tragédias: 80 mil mortos e 130 mil feridos em Hiroshima, e 20 mil mortos e 50 mil feridos em Nagasaki.

E foi pelo rádio, em um dramático pronunciamento, feito a partir do Palácio Imperial, que o Imperador Hiroito anunciou à Nação a rendição incondicional do Japão aos Aliados.

Iva_Toguri_before_NHK_microphone

02 novembro, 2009

Saiba Mais Sobre a Herança Tecnológica Deixada Pelas Guerras

Na eletrônica ficaram o radar e o sonar. Na farmacologia, a penicilina. Até os computadores são herança, foram desenvolvidos durante a Segunda Guerra Mundial. Conheça essa exposição, em Londres.

 

 

Fonte: http://video.globo.com

31 outubro, 2009

Lugares da Segunda Guerra nos dias hoje.

Procurando vídeos sobre a Segunda Guerra no youtube encontrei  dois vídeos no qual mostram  lugares históricos da Segunda Guerra  e esses mesmos lugares nos dias atuais.

Um vídeo no mínimo curioso, muito bem bolado que chamou minha atenção e resolvi posta aqui para vocês. Outro detalhe bem bacana dos vídeos é a musica., quem já jogou Medal of Honor vai concordar comigo.

 

10 outubro, 2009

Hein Severloh - A Besta de Omaha Beach

Este soldado seria um herói de guerra se fosse britânico ou americano. Contudo Hein Severloh, apelidado de ‘A besta da Praia de Omaha’ pelos seus feitos no Dia D. Sua reputação foi marcada por ser o soldado alemão que mais matou e feriu as tropas inimigas em um único dia durante toda a Segunda Guerra Mundial. Foram registradas na frente de seu bunker WN 62, acima da praia de Omaha em 6 junho 1944, quatro mil cento e quarenta e oito baixas Hein Severloh foi responsável pelo menos da metade daquelas mortes disparando a sua metralhadora no avançar dos GIs, quase sem interrupção por nove horas. O calor dos canos da sua metralhadora era enorme e em torno de seu bunker, pilhas de corpos se amontoavam ou flutuavam numa maré manchada de cor-de-rosa pelo sangue.

 

Hoje suas vítimas encontram-se enterradas no cemitério americano acima da praia de Omaha. Um quarto das 9.368 cruzes de pedra brancas que cobrem o gramado foram suas vitimas. Hein Severloh tinha 20 anos de idade e o seu feito no Dia D ate hoje era considerado como confidencial Wehrmacht. A invasão Aliada foi o seu primeiro gosto real da ação. Hoje ele e um frágil e respeitado pensionista de 81 anos que vive em uma fazenda na vila de Metzingen perto de Hamburgo. Disse na entrevista que ate hoje não se recuperou dos sofrimentos que a guerra lhe provocou. Ele comentou que nunca pensou que sairia vivo de lá. Lutou pela sua vida... Eram eles ou eu, foi aquilo que eu pensei." Disse que os soldados caiam como formigas naquele pesadelo. Na medida que dava os tiros, procurava não olhar para a cara dos soldados americanos. "Quando mirei em um dos soldados inimigos, olhei o seu rosto quando disparei a minha arma...o seu rosto se contorceu com os primeiros impactos no seu peito e ali vi a sua cabeça explodir ficando o seu capacete no ar".
Ele disse que se sente doente quando pensa sobre aquilo. Para Hein
Severloh, a guerra começou e terminou esse dia.


O seu bunker foi colocado fora de combate por uma granada que matou o seu oficial comandante. Foi feito prisioneiro pelos americanos e enviando aos Estados Unidos cinco dias mais tarde. Ficou três anos como um prisioneiro de guerra. Em 1959, sua história tinha-se tornado publica nos Estados Unidos.

Os americanos chamaram-no de ‘a besta da praia de Omaha’. Mais tarde encontrou David Silva, um GI ferido três vezes na praia de Omaha. Quando eles se encontraram na Alemanha nos anos 60 abraçaram-se por cinco minutos.

Franz Gockel serviu com Hein Severloh no bunker WN 62. Para este veterano de 78 anos de idade, o país que ocupou uma vez transformou-se um segundo lar. Cada verão, ele e Hedwig alugam uma casa de campo na vila de Colleville-sur-Mer na Normandia...muito perto dos campos da matança na praia de Omaha. Hoje, um obelisco lembra os mortos americanos bem em cima do concreto remanescente do bunker WN 62. Mas não há nada para lembrar aos milhões de visitantes do local os alemães que foram mortos lá.

O ano de 2003, Franz Gockel colocou uma cruz de madeira bem pequena no lado de fora de seu bunker em memória dos 18 homens de sua unidade que morreram na ação. Em menos de uma semana mais tarde, esta homenagem foi destruída.

Neste mapa da para  se ter uma idéia da localização do bunker, WN 62, de Hein Severloh.

04 outubro, 2009

Operação Paperclip

Originalmente chamada de Operação Overcast, a Operação Paperclip foi o nome de código da operação realizada pelo Serviço de Inteligência e militares dos Estados Unidos para extrair cientistas especializados em foguetes (V-1, V-2), eletro-gravitação (Discos Voadores/OVNIs), armas químicas, e medicina da Alemanha após o colapso do governo nacional socialista após a Segunda Guerra Mundial. Esses cientistas e suas famílias foram secretamente levados para os Estados Unidos, sem o conhecimento ou aprovação do Departamento de Estado norte-americano. Nenhum deles tinha qualificação para um visto de entrada nos EUA, pois todos haviam servido a causa nazista durante a Segunda Grande Guerra.

Mais de 700 membros da comunidade científica alemã foram levados para os EUA como resultado direto da Operação Paperclip, contribuindo para a construção de bases subterrâneas de pesquisa, desenvolvimento, teste e operação, como a Área 51, no deserto do Arizona. Mas muitos foram também compartilhados com a união soviética e outros países europeus. Outros ainda, teriam sido enviados por organizações secretas internacionais para fundarem bases no Brasil, Peru, Chile, México.

Muitos dossiês foram reescritos para limpar o nome de diversos cientistas envolvidos nessa operação, a fim de possibilitar sua entrada nos EUA. Grande parte das informações envolvendo a Operação Paperclip ainda está classificada como sigilo absoluto nos EUA.

Além da Operação Paperclip, houve uma operação ainda mais secreta para capturar segredos nucleares alemães, equipamento e pessoal, a chamada Operação Alsos.

10 setembro, 2009

Hinos e Marchas Militares Alemãs da SGM

Dando um  olhada no YouTube encontrei algumas  marchas militares da Alemanha Nazista .

 

PANZERGRENADIERE

PANZERLIED

U-BOOTLIED

STUKALIED

FALLSCHIRMJÄGERLIED

LUFTWAFFE MARCH

07 julho, 2009

Braçadeiras e condecorações - das SS - no penico

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Nos últimos tempos da Guerra, as coisas andavam mal em todos os sentidos, para o tirano Hitler.

      A "Divisão Leibstandarte Adolf Hitler", do 4.o Exército Panzer SS, menina dos olhos do Führer, embora tendo introduzido uma cunha na terceira frente da Ucrânia,  não conseguiu, em março de 1945, rompê-la.

Hitler, furioso, ordenou que fossem retiradas as braçadeiras com seu nome.

Os SS devolveram não apenas as braçadeiras, mas também suas condecorações - dentro de penicos - e até, diz-se, o braço de um de seus camaradas mortos, portando ainda o paramento proibido.

     A partir desse dia, uma nova queixa foi acrescentada à ladainha amarga do Fürher: " Meus SS também me traíram...".

Fonte: A Segunda Guerra Mundial, por Raymond Cartier.

05 julho, 2009

O projeto Lebensborn ou Primavera da vida

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Lebensborn ou Primavera da vida, foi um dos mais secretos e terríveis projetos levados a cabo pelos nazis. Heinrich Himmler criou o Lebensborn a 12 de Dezembro de 1935 com o objetivo de tornar a raça germânica pura, ou seja, esta sociedade oferecia a jovens mulheres racialmente puras a possibilidade de secretamente dar à luz uma criança. O bebé ficava então a cargo das SS que tratava da respectiva educação e adoção.

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As crianças nasciam em casas mantidas especificamente para tal , que serviam para que as mães tivessem os seus filhos, dando a muitas mães solteiras ou viúvas um local seguro. As mães que habitavam as casa eram escolhidas com base em suas ascendências, para que apenas mães que gerassem filhos arianos pudessem permanecer. O Objetivo era doar essas crianças a oficiais SS para que fossem criadas perante a doutrina eugênica nazista. Muitas das crianças nascidas no Lebensborn, uma vez que ficavam a cargo das SS e sem o contato com as mães e sem afeto dos pais tornaram-se autistas.

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A partir de 1939, o lado mais negro da política do Lebensborn foi o rapto de crianças racialmente aceitáveis nos países ocupados da Europa de Leste. Estes raptos eram organizados pelas SS com o intuito de recolher as crianças que tinham os traços da raça ariana (cabelo louro, olhos azuis, etc..). Milhares de crianças foram transferidas para os centros Lebensborn com o objetivo de serem germanizadas. Nestes centros, tudo era feito para que as crianças rejeitassem e esquecessem os seus pais biológicos. Como exemplo, as enfermeiras das SS tentavam persuadir as crianças que estas tinham sido deliberadamente abandonadas pelos seus pais. As crianças que recusavam a educação nazi eram castigadas, sendo que a maioria era finalmente transferida para campos de concentração (normalmente era o de Kalish na Polônia) e exterminadas. As restantes eram adotadas por famílias SS.

Em 1942, como represália ao assassinato de Heydrich (governador das SS) em Praga, uma unidade das SS exterminou toda a população masculina numa pequena localidade chamada Lidice. Durante esta operação, alguns funcionários das SS realizaram a seleção de crianças. De todas as crianças, 91 foram consideradas passíveis de serem germanizadas e enviadas para a Alemanha. As restantes foram enviadas para campos de concentração especialmente feitos para crianças (como Dzierzazna e Litzmannstadti) e mais tarde exterminadas.

É praticamente impossível saber o número exato de crianças raptadas nos países ocupados do Leste da Europa. Em 1946, foi estimado que mais de 250.000 foram raptadas e enviadas à força para a Alemanha. Apenas 25.000 regressaram à sua família legítima após a guerra. É sabido que muitas das famílias alemãs se recusaram a devolver as crianças que haviam sido recebidas dos centros Lebensborn. Em certos casos, as próprias crianças se recusavam regressar à família original, tendo sido vítimas da propaganda nazi que lhes tinha convencido que estas eram verdadeiramente alemãs.

Fonte. Clube dos Generais

WW II - Zona de Guerra