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07 junho, 2009

Portaria Ministerial nº 4744 – Criação da FEB

O Brasil na Segunda Guerra

Especial: Brazilian Expeditionary Force - FEB

Com o ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor (7/12/1941), o governo Roosevelt condicionou a cooperação técnica e econômica ao envolvimento direto do Brasil no conflito. O fator decisivo entrou em cena entre fevereiro e agosto de 1942, quando navios mercantes brasileiros foram torpedeados por submarinos alemães, provocando no Brasil indignação generalizada: manifestações de rua, em campanha desenvolvida pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela Liga de Defesa Nacional, passaram a exigir a declaração de guerra. Em agosto, caiu por terra a neutralidade do Brasil, primeiro com a declaração de rompimento das relações diplomáticas, no dia 22, e em seguida, com a declaração do estado de guerra contra a Alemanha e a Itália, através do Decreto nº 10.358, do dia 31.

A Criação da Força Expedicionária Brasileira –FEB

roosevelt_GA idéia de se criar uma força militar para participar do conflito surgiu em fevergetulio_vargaseiro de 1943, no encontro dos presidentes dos Estados Unidos e do Brasil, Franklin Roosevelt e Getúlio Vargas, na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Na ocasião, Getúlio argumentou     que o  envio      de tropas dependeria exclusivamente do reaparelhamento bélico das Forças Armadas Brasileiras. No início de março, Vargas aprovou proposta do ministro da Guerra, general Eurico Dutra, sugerindo a  criação da força expedicionária, mas condelfoto011_3ionando-a ao recebimento do material bélico necessário inclusive para as tropas que garantiriam a defesa do território brasileiro. A proposta concretizou-se em 9 de agosto, através da Portaria Ministerial nº 4744, que criou a Força Expedicionária Brasileira, formada pela 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE) e órgãos não-divisionários. Seu comando  foi entregue ao general João Batista Mascarenhas de Morais.Sua chefia foi entregue ao general João Batista Mascarenhas de Morais .

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A estruturação da FEB propriamente dita teve início com o envio de oficiais brasileiros aos Estados Unidos, para treinamento. Tratava-se de familiarizá-los com os métodos e táticas militares empregadas pelas tropas norte-americanas, substituindo os franceses, já ultrapassados, que ainda predominavam. Esses oficiais permaneceram por três meses na Escola de Comando e Estado-Maior de Fort Leavenworth.

20 maio, 2009

Navio "Tutóia" é torpedeado

O Brasil na Segunda Guerra.

Especial: Brazilian Expeditionary Force  - FEB

Na noite de 30 de junho 1943, o cargueiro S.S. Tutóia, de 1125 toneladas, propriedade do Lloyd Brasileiro navegava, no litoral sul de São Paulo. De Paranaguá ia a Santos, tendo a bordo 37 tripulantes e 750 toneladas de carga, incluindo partidas de carne salgada, café, batatas, chá-mate e madeiras. Sob o comando do Capitão Acácio de Araújo Faria, viajava com suas luzes apagadas para despistar os nazistas, na altura da Ponta da Juréia, em Iguape/SP, quando perto da 1 hora da manhã, foi avistado pelos vigias do submarino alemão U-513.

                                           Friedrich-Guggenberger                                                                    Chamado à ponte do tombadilho de comando externo, o Capitão Guggenberg enviou, em sinais de lâmpada-morse, ordem para que o navio mercante diminuísse a marcha e acendesse as luzes para identificação. Acreditando que era um navio de guerra brasileiro ou aliado, o Comandante Faria atendeu ao pedido, recebendo em troca um torpedo que explodiu à meia-nau, na altura da ponte de comando e que o matou. O antigo Tutoya quebrou-se em dois, arqueou em seguida e desapareceu nas coordenadas 24º43’S – 47º19’30” W, posição anotada no diário de bordo do submarino e que difere da posição oficial (4º40’S – 47º05’W). Uma baleeira e duas balsas foram as únicas opções dos 30 tripulantes sobreviventes deste ataque, onde sete pessoas morreram. Uma balsa chegou à Praia da Juréia, em Iguape, sul de São Paulo, e outra atingiu o litoral paulista, enquanto que a baleeira foi rebocada por uma embarcação até Santos.

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O U-513 é afundado por um avião americano 18 dias após ter afundado o Tutóia, um avião Martin PBM Mariner do Esquadrão VP-74/P5 do comandante Roy S. Whitcomb, operando de um navio-Tender americano, localizou o submarino próximo a São Francisco do Sul/SC. Ao se aproximar a aeronave esquadrinhou a superfície com binóculos até visualizar o submarino as 15:30 horas. Quando o avião, rompeu as nuvens no mergulho de ataque, havia uma turma de submarinistas na água, iniciou-se o forte fogo da anti-aéreas. Antes que o submarino pudesse mergulhar o Mariner lançou 6 bombas MK-44. As bombas atingiram o U-boat do lado de bombordo e a boreste. As explosões ergueram o submarino da água. 0 U-boat afundou de proa em menos de um minuto. O avião ainda permaneceu sobrevoando o local por duas horas, até a chegada de outro avião, pois haviam cerca de 20 sobreviventes debatendo-se no mar. Ambos lançaram botes salva-vidas. O Tender USS Barnegat navegou para o local e recolheu 7 homens, inclusive o Capitão Guggenberger(foto), comandante do U-513. 46 tripulantes acabaram mortos.

O U-513 foi afundado pela aeronave PBM de VP-74, 19 de julho de 1943

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Visão interior de PBM-3 -  janeiro de 1944 

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USS Barnegat (AVP -10) a caminho ao largo da costa do Brasil no dia 4 de abril 1944.

18 maio, 2009

Jornal “O Globo” - Outro Navio do Brasil Afundado Pelo Eixo!

O Brasil na Segunda Guerra

Especial: Brazilian Expeditionary Force - FEB

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O Brasil teve 34 navios torpedeados pelos submarinos do Eixo durante a Segunda Guerra. Com exceção do navio Taubaté (torpedeado em 22 de março de 1941, no Mediterrâneo, próximo ao Egito, o que causou a morte de uma pessoa), todos os torpedeamentos ocorreram depois de o Brasil romper relações diplomáticas com o Eixo.

De fevereiro a agosto de 1942, dezenove navios brasileiros foram torpedeados, o que causou a morte de 742 pessoas. Os torpedeamentos continuaram a ocorrer depois de agosto de 1942, quando o Brasil declarou guerra à Alemanha nazista e à Itália fascista.

O último navio brasileiro a ser torpedeado foi o Vital de Oliveira, em 19 de julho de 1944, quando seguia em direção ao Rio de Janeiro, após escalas no litoral do Nordeste e em Vitória. A maioria das embarcações brasileiras torpedeadas era de navios mercantes. As exceções foram o Vital de Oliveira, que era um navio de guerra (por causa do ataque, da sua tripulação de 275 pessoas morreram 99) e o Shangri-lá, um barco pesqueiro, atacado em 22 de julho de 1943 (as dez pessoas que estavam nesse barco morreram).

Para a maioria dos brasileiros que precisasse viajar de um estado para outro ou de uma região para outra, uma das poucas opções disponíveis era utilizar navios. Era comum navios mercantes transportarem passageiros, que aproveitavam as escalas para viajar de um ponto a outro do país. Assim, qualquer família brasileira que estivesse viajando de navio naquela época corria o risco de ser vítima de um ataque submarino.


E para quem morava no litoral do Nordeste, a guerra não parecia uma realidade tão distante quanto poderia parecer para os brasileiros de outras regiões. Um exemplo disso é o que ocorreu com o navio Baependi, afundado por volta das 19 horas do dia 15 de agosto de 1942. Somados tripulantes e passageiros, o navio transportava 306 pessoas, das quais 270 morreram.


No dia seguinte, cadáveres (inclusive de crianças) apareceram, trazidos pela correnteza, na praia próxima à vila de Mosqueiro, na costa do Sergipe. As ondas também trouxeram malas com pertences dos passageiros e pedaços do navio.


Poucas horas depois, chegaram notícias dos afundamentos de outros dois navios brasileiros: o Araraquara (cujo torpedeamento também ocorreu no dia 15 de agosto, causando a morte de 131 pessoas - apenas onze sobreviveram ao ataque) e o Aníbal Benévolo (cujo torpedeamento ocorreu no dia 16 de agosto, causando 150 mortes - apenas quatro pessoas sobreviveram).

WW II - Zona de Guerra